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Você, quando finalizou um jogo, já deve ter visto a lista enorme de pessoas que trabalharam nele (vulgo créditos). Pois é, então já deves imaginar o esforço megalomaníaco que seria criar aquilo tudo sozinho, mas tem louco pra tudo. Claro que não é possível criar um novo World of Warcraft sozinho, precisaria de muitas vidas pra isso e na vida real infelizmente as vidas não caem de blocos de concreto que a gente quebra com a cabeça não é mesmo? Então vamos as nossas obras…

Sim meus amigos, esse jogo que já é mais famoso do que Mario foi feito por apenas uma pessoa, pelo menos inicialmente. Markus “Notch” Persson, criador do jogo, trabalhava para a King, aquela empresa que cria jogo para celular que tem uns doces que se quebram e te deixa viciado. Enquanto trabalhava de programador por lá, nas suas horas vagas ele estava programando blocos pixelados que no futuro valeriam bilhões!

 

No início o jogo era vendido pelo PayPal, que bloqueou a conta do desenvolvedor após arrecadar cerca de 600 mil euros, por suspeita de fraude. No fim tudo deu certo e ele acabou fundando a Mojang que depois foi vendida para a Microsoft por um valor simbólico de 2.5 bilhões de dólares.

Minecraft, o jogo de montar blocos

Spelunky, hora de caçar tesouros

A primeira versão do jogo foi desenvolvida no GameMaker, por Derek Yu. O objetivo do jogo é descer caverna abaixo coletando o máximo de tesouro que você conseguir pegar. A premissa do jogo pode ser simples, mas mostra que é possível criar um jogo com poucos recursos e ainda assim obter sucesso. Porém não se engane achando que é moleza criar um jogo completo sem suor e lágrimas.

 

Em 2013 foi lançada a versão em HD do jogo (não mais em GameMaker)   e está disponível para PC(Steam), Xbox Live Arcade e PSN. Entretanto vale a pena jogar a versão original do Spelunky que está disponível de graça no site do jogo. Happy gaming!

Cave Story, ataque de nostalgia

Uma pérola da terra do sol nascente. Esta obra foi desenvolvida por Daisuke “Pixel” Amaya e distribuída como freeware lá no Japão. Pixel levou 5 anos para criar o jogo em seu tempo livre. Logo depois de seu lançamento o game ganhou uma tradução para os ocidentais conseguirem jogar e entender a história.

           

Em resumo, a história acontece em uma caverna gigante que fica em uma ilha flutuante no céu. O exército de robôs assassinos do mundo da superfície envia uma expedição até a ilha para usurpar um artefato que está escondido lá e que concede grandes poderes mágicos. Sua missão é destruir esse artefato antes que ele caia em mãos erradas.

 

O jogo também está disponível de graça no site do Cave Story. Pode ir, não é vírus. O site é em inglês, mas a instalação do jogo é simples. Primeiro você faz o download da versão principal que é em japonês, e depois o download do patch na língua desejada. Tem tradução até para português do Brasil! Hue.

Já se imaginou no papel de um oficial de imigração checando passaportes para saber quem entra ou não no país? Pois Lucas Pope imaginou uma forma criativa de transformar esse ofício em jogo, que se passa no país fictício de Arstotzka, onde cabe a você checar protocolos que lhe são enviados todos os dias para saber quais documentos exigir do imigrante.

 

Pela sinopse do jogo pode parecer ser chato, mas é aí que você se engana. Entre uma pessoa e outra, surpresas podem acontecer como um ataque terrorista, por exemplo, de um imigrante que você deixou passar. Além do ofício cabe a você também cuidar da sua família, pois seu filho pode ficar doente e precisar de remédio. Ah! Não se esqueça de pagar o aluguel. Que dureza.

 

É um game que vale a pena conhecer se procuras algo diferente. Está disponível na Steam por uma bagatela. Não seja pão-duro e dê uma chance pro jogo.

Papers Please, revise seu passaporte

Um dos jogos que foi o prelúdio para o boom dos indies.

Se você é daqueles que acompanhou a geração Super Nintendo/Mega Drive com certeza já deve ter pelo menos ouvido falar de Super Metroid. Se não jogou, não pode morrer ainda sem ter jogado essa maravilha em forma de pixels.

 

Axiom Verge levou 5 anos para ficar pronto, mas leve em conta que Tom Happ criava o jogo sem seu tempo livre, desde a programação do jogo usando um framework, até a arte e a música. No mínimo deve ter perdido um chumaço do cabelo.

 

No jogo o protagonista é um cientista que sofreu um acidente e acorda misteriosamente em um mundo alienígena, repleto de criaturas grotescas. É impossível você não comparar esse jogo com Metroid/Castlevania, pois o game possui elementos de exploração, progressão e ação que nos traz à memória esses clássicos.

 

Além de ser uma obra de arte digital de um homem só, Axiom Verge foi muito bem aceito pela crítica e satisfez os gamers mais nostálgicos que esperançosamente aguardam uma boa sequência de Metroid. O jogo está disponível para PC (Steam), PS4, PS Vita e Xbox One.

Axiom Verge, o jogo que lembra Metroid

Tetris, o clássico atemporal

Esses foram só alguns dos jogos que pessoas extraordinárias criaram, com o sonho de serem reconhecidas no mundo dos games digitais e terem suas obras sendo consumidas por todo globo.

 

Se você for louco o suficiente para seguir esse sonho, uma boa seria saber pelo menos ler em inglês, não precisa ser fluente. Existem várias ferramentas para criação de jogos hoje em dia, nunca foi tão fácil criar um game. Agora, se você quiser dar um ar profissional ao seu jogo, você vai ter que dar o sangue e sacrificar muito do seu tempo, porém não é algo impossível de fazer.

 

            É isso aí pessoal, até a próxima a matéria.

Old but gold

CURIOSIDADES GAMER

O conteúdo das matérias veiculadas são de responsabilidade dos autores, uma vez que esse Portal é mero intermediário na comunicação digital.

31 Anos, autodidata e apaixonado por jogos, música e velocidade, não necessariamente nessa ordem. Fez até o terceiro semestre de Teleinformática e abandonou o curso para se dedicar a música e estudar informática por conta própria. Atualmente trabalha com suporte técnico em informática e nas horas vagas toca contrabaixo, compõe música instrumental eletrônica e se debulha nos jogos.

Anderson Magalhães

Colunista / Coluna Curiosidades Gamer

Jogos bem-sucedidos criados apenas

por uma pessoa

27 de Março / Publicado em Curiosidades Gamer / Escrito por Anderson Magalhães

Você conhece esse jogo? Hmm…vagamente familiar...

Acho que toda pessoa já nasce sabendo o que é tetris, mesmo que ela tenha jogado sem saber o nome. Tetris é Tetris, um estilo, um ícone dos games.

 

Quem diria que esse clássico foi criado originalmente por um cientista que estudava inteligência artificial na Rússia. Alexey Pajitnov se divertia testando a capacidade de um novo hardware do governo russo e sem saber acabou criando o maior clássico dos games. Primeiramente o jogo foi portado para um PC da IBM pelo seu colega de trabalho e logo ganhou o mundo. Esse game e suas variantes saiu praticamente para quase todo tipo de plataforma que você imaginar, até para calculadora.

 

Todo pivete que comprava figurinha de jogador da seleção na banca para ganhar brindes já deve ter jogado o Brick Game, que é um console genérico portátil que tinha vários jogos usando blocos, desde tetris até joguinhos de corrida.

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