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19 Janeiro / Publicado em Curiosidades Gamer / Escrito por Airton Lima Jr.

Que os jogos da série Castlevania são um dos maiores sucessos do mundo dos games, isso ninguém duvida. Ainda que você não goste desse estilo de jogo, ao longo dos anos, a Konami, desenvolvedora da franquia desde o primeiro título, em 1986, vem se dedicando para trazer aos fãs (quase) sempre uma excelente experiência de gameplay envolvendo a eterna batalha entre a família de caçadores de vampiros chamada Belmont e o poderoso Conde Drácula e seus servos das trevas.

 

Como prova de todo esse sucesso basta citar alguns títulos muito bem recebidos pelo público e os críticos, como é o caso de Symphony of the Night (1997, para Playstation e Saturn), um marco na história da franquia, fenômeno de vendas e considerado por muitos o melhor Castlevania já produzido, entre outros como Aria of Sorrow (2003, para Game Boy Advance), o premiado e bem conceituado Order of Ecclesia (2008, para Nintendo DS) e a série Lords of Shadow, reboot dos jogos Castlevania ocorrido a partir de 2010 para Playstation 3, Xbox 360 e PC.

Porém, nem tudo são flores... Na tentativa de inovar seus títulos a Konami já cometeu alguns erros feios. Estamos falando de Castlevania “64” e Legacy of Darkness, ambos lançados em 1999 para Nintendo 64, Castlevania Chronicles (2001, Playstation), e Castlevania Judgment, de 2009, para Wii.

 

Ok, alguns jogadores fãs da franquia podem ser totalmente contra e negar o fracasso desses jogos, isso é uma questão de opinião. No entanto, o fato é que a grande maioria das análises especializadas sobre tais Castlevanias é desfavorável, sem falar no baixo número de vendas.

 

Dos quatro, Chronicles talvez seja o único considerado não uma inovação, mas sim um retrocesso. Trata-se de um remake das primeiras versões do Castlevania original, de 1986, para PCs e os consoles da Nintendo no Japão (Famicom) e no resto do mundo (NES).

 

Porém, o jogo traz pouquíssimas melhorias na parte gráfica e sonora, além da adição de cutscenes. Ou seja, não há uma plena reformulação do enredo, dos personagens e dos cenários, o que é mais grave porque o jogo foi lançado após o sucesso de Symphony of the Night. Pode-se argumentar em defesa da Konami que a ideia da empresa era fazer algo semelhante ao que a Capcom fez com o lançamento de Megaman 9 em 2008, para Wii, Playstation 3 e Xbox 360, isto é, resgatar um clima de nostalgia com gráficos propositalmente simplificados, lembrando os primeiros Megamans do Nintendinho.

 

No entanto, o detalhe é que já existia um remake melhorado de 1993 dos primeiros Castlevanias, em um PC conhecido como Sharp X68k, logo, Chronicles é o remake de um remake, o que mostra a pobre iniciativa da Konami de lançar uma continuação digna da série, pelo menos naquele momento. Em resumo, um tímido passatempo para os fãs retrôs.

Sucessos da série Castlevania: Symphony of the Night, Aria of Sorrow, Order of Ecclesia e Lords of Shadow 1.

Agora Castlevania “64” e Legacy of Darkness são dois spin-offs conhecidos como um marco (negativo) porque foram a primeira experiência da franquia no ambiente 3D, que por uma série de fatores recebeu duras críticas e bastante rejeição.

 

A começar pelas falhas técnicas, como a movimentação rígida dos personagens controlados (a ação de pular é horrível!), os graves erros de câmera principalmente no primeiro, cenários e iluminação mal trabalhados etc.

 

Além disso, algumas incoerências de contexto (esqueletos de motocicleta e metralhadoras automáticas em plena a Idade Média... Ein!?). Legacy of Darkness é sequencia direta de Castlevania “64”, até passou por algumas melhorias, pois possui mais personagens à disposição do jogador (no primeiro são 2, nesse são 4), mais poderes e habilidades, e os bugs de câmera diminuíram, mas praticamente é o mesmo jogo, até com fases e chefes repetidos.

Castlevania Chronicles, nostálgico mas pouco inovador.

Já em Castlevania Judgment a Konami se arrisca novamente no universo 3D, dessa vez com o primeiro jogo de luta da franquia. O resultado: fraco. Apesar de o jogo reunir personagens célebres (alguns nem tanto) como Alucard, Simon e Trevor Belmont, Maria Renard, a Morte e Drácula etc., e trazer uma trilha sonora com clássicos remasterizados da série, as reclamações foram muitas quanto à caracterização estranha (figurinos muito distantes do original) desses personagens, a pouca variação de golpes, os ângulos de câmera falhos e as dificuldades de comando com o controle Wiimote.

 

Castlevania 64 e Legacy of Darkness, experiências fracassadas na era 3D.

Como bônus, vale mencionar o último o título da franquia: Lord of Shadow 2 (2014, para Playstation 3, Xbox 360 e PC) que dividiu opiniões. Se por um lado o jogo traz uma grande imersão no recomeço de Castlevania, apresentando as origens de Drácula em meio a batalhas épicas, paisagens sombrias e fantásticas e uma trilha excelente, por outro, recebeu acusações de ser um hack and slash nada original, baseado em velhas fórmulas de games como God of War e Devil May Cry.

 

Bom, certamente o mais importante é você como jogador conferir todos esses títulos para tirar suas conclusões sobre essa saga incrível e memorável de jogos, presente há mais de três décadas entre nós.

O estranho Castlevania Judgment.

CURIOSIDADES GAMER

O conteúdo das matérias veiculadas são de responsabilidade dos autores, uma vez que esse Portal é mero intermediário na comunicação digital.

Jornalista 31 anos, fissurado pela cultura nerd/geek, incluindo games, cinema, ficção científica, “nerdices” em geral e outras tralhas do mundo contemporâneo.

Airton Lima Jr.

Colunista / Coluna Curiosidades Gamer

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